E ai galera, tudo legal com vocês?
Aposto que quando o assunto é Parkour, sempre vem aquela dúvida: 'Caraca, o que será que precisa pra fazer isso aí? Nós viemos esclarecer.
Pra ser um Traceur não requer muita coisa, é simples! O Parkour é um esporte que pode ser praticado por homens e mulheres de variadas idades. Não tem problema se você é alto ou baixinho, fortão ou franzino, e pouco importa o seu estilo. Só é necessário uma roupa básica, que te de liberdade nos movimentos e um tênis confortável!
O segredo desse “esporte” está no equilíbrio da mente com o corpo. Isso mesmo, a mente tem que estar disposta a ir além, mas deve saber até onde o seu corpo pode ir. Assim a superação é gradativa. Um passo à frente significa que você ainda pode ir além, mas pular etapas pode ser arriscado.
Muitos praticam o Parkour para superação dos medos, pra exercitar a mente e pra ultrapassar limites. Claro que exige muito treino e paciência. É necessário repetir muitas vezes um mesmo movimento para que se possa executá-lo com perfeição. Esta prática de persistência é um exercício constante, onde o Traceur deve aprimorar-se cada vez mais, e a tendência é ele levar isso para todas as áreas da vida. É um exercício físico e psicológico!
A maneira mais adequada de começar a praticar o Parkour é ir a pontos de encontro. Os Traceurs se encontram em determinados lugares e saem por aí para praticar. O mais legal em seus treinamentos é o fato deles enxergarem a cidade de u ma maneira diferente, onde quase tudo se torna um obstáculo a superar. Dois muros paralelos, para uma pessoa comum, podem ser as paredes de um simples corredor, mas para os Traceurs há a possibilidade de sair ali correndo, se apoiar com um pé em um muro e agarrar o outro muro com as mãos, escalando aquela parede que aparentemente só tinha uma função, para uma pessoa comum. É interessantíssimo notar como uma prática, uma nova vivência permite a eles ver funções diferentes em coisas tão comuns no nosso dia a dia.
Interessante também é que os praticantes não se incomodam em ensinar, pelo contrário, eles dizem que curtem passar o que sabem e que ensinando se aprende muito.
No Parkour não há competições. Alguns praticantes preferem chama-lo de atividade física, ao invés de esporte, pois nele todos aprendem e todos ganham com isso. A competição deve ser individual, não há comparações com os outros.
Esse é um diferencial desse tema que nós estudamos. É raro encontrar algo que fuja da competitividade, não só no esporte, mas em tudo que está inserido em nossa sociedade. A busca por ser o melhor é constante em todas as áreas, mas os traceurs, com essa cultura, nos mostram que a não competitividade é saudável. A ideia de superação individual é um ponto importante a se estudar nos hábitos e práticas desses atletas.
Quando decidimos fazer este trabalho e escolhemos nosso tema, que está completamente ligado a vida urbana, não imaginávamos que fosse possível encontrar pessoas que levassem como estilo de vida uma ideia tão fora dos padrões comuns que temos em nossa sociedade, de forma que parece já ser algo crônico.
Cada semana e cada pesquisa com esses caras, aparentemente malucos haha, nos traz mais conhecimento. Esperamos estar passando todo esse aprendizado a vocês também. Infelizmente nosso tempo é curto, apenas um dia por semana para nos interagirmos, mas é o tempo para prepararmos algo legal para vocês, e o post da próxima terça-feira já está sendo produzido, galera. Eu sou suspeito a falar, mas arrisco a dizer que será o nosso melhor post.
Então não percam, na próxima semana estaremos de volta. Valeu, galera!
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terça-feira, 28 de outubro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Sem Limites - Uma conversa com um Traceur!
Fala aí, galera, beleza?
Estamos aqui, mais uma vez, pra conversar um pouquinho com
vocês sobre Parkour, e para hoje preparamos uma breve entrevista com um praticante
ativo de Parkour.
Caio Ricardo da Silva é um dos integrantes da Parkour ABC e foi muito gentil à nossa equipe por ceder esta
entrevista. Nossa equipe foi breve e procurou saber aquilo que não se descobre
apenas pesquisando, mas sim praticando, vivenciando esta atividade, e o
resultado foram respostas muito interessantes.
Confira nossa conversa:
Grupo Sem Limites: O que te faz superar o
medo de cada obstáculo?
Caio Ricardo: O medo é sofrer por
antecipação.
Se você tem
confiança na sua técnica não há o porquê ter medo, mas às vezes o medo aparece
e a melhor maneira de supera-lo, se você sabe que tem a capacidade física e
técnica suficientemente aprimorada para ter certeza que não irá se machucar
mesmo que errar, é encara-lo de frente. Claro que às vezes é mais fácil falar
do que fazer, sendo assim deixe e tente novamente outro dia.
No fundo você
sabe que em uma questão de necessidade você conseguiria fazer
![]() |
| Caio Ricardo - Integrante da PK ABC |
Caio Ricardo: Sim. Cheguei a ficar um
tempo parado entre 2008 e 2010, mas pretendo continuar praticando por toda a
minha vida. Por este motivo que procuro não ir além dos limites que são
saudáveis para o meu corpo, pois meu corpo é a minha ferramenta. Se eu não
cuidar bem dele ninguém se preocupará em cuidar bem por mim.
Grupo Sem Limites: Como se sente como um
dos fundadores dos poucos grupos de Parkour do ABC? Gostaria de expandi-lo?
Caio Ricardo: Não fui exatamente um
fundador.
A PK ABC foi
fundada por outras pessoas, especificamente: Fabiano Coelho, Rodrigo Felício,
Cíntia Serikawa, Priscila Sanchez, Wilson Poletti, e algumas outras pessoas que
colaboraram para o nascimento e crescimento do grupo.
Eu apenas dei
continuidade ao trabalho de passar o conhecimento que adquiri ao longo do meu
tempo de treino. Por este motivo sempre passamos treino gratuitos a todas as
pessoas que se interessam pela atividade. E em relação à expansão não julgo
necessária, pois o parkour já está bastante difundido no Brasil e cada cidade
por si se responsabiliza em passar o conhecimento quando aprendido.
Grupo Sem Limites: Como seria sua vida sem o Parkour?
Caio Ricardo: Hoje em dia eu não consigo
imaginar minha vida sem o Parkour, pois o Parkour não é apenas uma atividade
física que se você não fizer você apenas fica gordo e sedentário. O Parkour é
uma mistura de corpo e mente. isso e reflete em todas as áreas da vida, como
por exemplo: melhor concentração, foco nos objetivos, altruísmo, empatia, ter o
conceito de ser e durar e de ser forte para ser útil. Esse último inclui ser
forte mentalmente para superar os obstáculos da vida.
A vida é cheia
de obstáculos. Muita gente os ultrapassa retirando os ou os destruindo para
deixar o caminho livre, mas em analogia ao Parkour, eu prefiro estar sempre
preparado para que eu possa passar pelo obstáculo da maneira mais rápida e
eficiente possível.
Grupo Sem Limites: Obrigado, Caio, pela
entrevista. Bons treinos a você!
![]() |
| Caio Ricardo mostra suas habilidades nos parques do Grande ABC |
Após essa
entrevista nosso grupo percebeu que o Parkour é muito mais saudável para o
corpo e mente do que imaginávamos. O equilíbrio entre preparo físico,
confiança, superação do medo e persistência é o segredo para superar esses
obstáculos, que como Caio nos disse, vão além das ruas. São para todas as áreas
da vida.
E você, gostou?
Deu uma vontade de treinar? Esperamos que sim. O grupo PK ABC se encontra
semanalmente as quartas-feiras, no paço municipal de Santo André, onde começam
o aquecimento e dali vão praticando, muitas vezes se deslocando para outros
pontos da cidade. Você que se interessou não perca a oportunidade de ir a um
treino.
Bom galera, por
hoje é só, mas na terça-feira que vem estaremos aqui, novamente, com mais um post
dedicado à você!
E se você ainda não curtiu nossa página do Facebook não perca tempo:
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Sem Limites - O Parkour no Grande ABC
Fala ai, galera! sejam bem vindos aos posts
do grupo “Sem Limites”. Aqui você encontrará, toda terça-feira, diversos
posts sobre uma atividade física que, muito provavelmente, você já ouviu falar,
porém não conhece muito bem, o Parkour.
O Le Parkour foi criado pelo
Francês David Belle após ser treinado pelo seu pai nas atividades chamadas méthode
naturelle e parcours du combattant. Belle então se juntou a Sébastien Foucan e
eles começaram a aplicar os treinos de forma prática na vida.

Saltos
mortais e manobras mais plásticas fazem parte, porém não é o objetivo do
Parkour. Estes tipos de saltos se enquadram mais em outra atividade, chamada Free Running.
O Parkour é uma atividade encantadora
que mexe com o corpo, mente e espírito da pessoa que o pratica. Por não se basear em manter uma boa forma física,
ou disputar campeonatos, muitas vezes é considerado um estilo de vida. Geralmente
quem o pratica encara o mundo com outro olhar, vê os obstáculos como uma nova
forma de superação, enxerga a cidade de uma maneira diferente... Nela tudo é um
obstáculo e sempre há em mente um meio de executar uma nova manobra.
Vale a pena lembrar
que quem treina Le Parkour não faz movimentos para impressionar outras pessoas,
até por que, isso pode resultar em sérias quedas. A superação deve ser
individual.
Como forma
de aprendermos e de repassar a vocês, nossa proposta é conhecer diferentes
grupos praticantes no grande ABC. Iremos às ruas para acompanhar de perto o
desenrolar dos treinos, mostrar os hábitos, jeito de falar e de vestir,
possíveis gírias internas e tentar trazer o máximo de informações de como eles
enxergam o mundo e a cidade. Postaremos várias fotos e vídeos para vocês
acompanharem a realidade. Entrevistas serão feitas, e quem sabe alguém do nosso
grupo participe de algum treino para contar a vocês sobre a experiência!
Então vamos
acompanhar aqui e curtam nossa Página do Facebook, galera.
Para começar deixamos este vídeo que mostra um pouquinho do parkour.
Confira!
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